18/02/2026
Relatórios recentes do setor apontam que, a partir de 2026, a área de compras passará por uma mudança definitiva de posicionamento dentro das organizações. O foco tradicional no controle de custos, embora ainda relevante, deixa de ser o eixo central e dá lugar a uma abordagem mais ampla, orientada à geração de valor para o negócio.
Nesse novo contexto, procurement passa a ser avaliado pela sua capacidade de fortalecer a resiliência da supply chain, garantir performance consistente dos fornecedores e apoiar estratégias corporativas de sustentabilidade e governança. A instabilidade geopolítica, os riscos operacionais e a pressão regulatória têm levado as empresas a repensarem decisões que antes eram guiadas apenas por preço.
Conceitos como Total Cost of Ownership (TCO) ganham protagonismo ao permitir uma visão mais completa dos custos envolvidos ao longo de todo o ciclo de vida de produtos e serviços. Ao mesmo tempo, a relação com fornecedores evolui de transacional para estratégica, com maior atenção à capacidade de entrega, compliance, inovação e alinhamento de longo prazo.
Outro vetor relevante dessa transformação é a incorporação de métricas ESG na tomada de decisão. Sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e boas práticas de governança passam a influenciar diretamente a seleção e a gestão de parceiros, refletindo tanto exigências regulatórias quanto expectativas do mercado e da sociedade.
Na prática, a evolução do papel de compras indica que competitividade, a partir de 2026, estará cada vez mais associada à capacidade de equilibrar custo, risco, valor e impacto. Empresas que conseguirem estruturar esse novo modelo tendem a ganhar vantagem em um cenário mais complexo, regulado e orientado por dados.