11/03/2026
Um poema feio para uma vida esdrúxula
Isto é a vida.
Poesia distópica
em meio a uma batalha por um pouco de ar.
Respiro
Vivo
Na verdade sobrevivo
Tantas mãos vermelhas
e os quadros vazios na parede.
Eu quero viver
Eu quero viver
Sem louças que não são minhas
sem cuecas para passar.
Sem fugir das pílulas sanguinárias
que ensinam a como me matar.
Eu tenho tanta coisa para falar
E estas mãos vermelhas
pintam tudo
menos os quadros na parede.