28/07/2026
🚨 Entenda o Ciberataque à UNITEL: O que Aconteceu e Porque as Outras Redes Continuaram a Funcionar?
Nos últimos dias, Angola acompanhou o apagão nos serviços de voz, internet e TPA da UNITEL, afetando milhões de pessoas e empresas na véspera da entrada da operadora na bolsa BODIVA.
Para entender o que aconteceu sem "tecniquês" complicado, vale a pena olhar para dois pontos principais:
📱 1. Torres Partilhadas vs. Sistemas Independentes
Você sabia que várias operadoras podem usar a mesma torre metálica para colocar as suas antenas? Mas então, por que a Africell e a Movicel continuaram a funcionar normalmente?
As torres e cabos são apenas a parte física (a "estrada").
Os servidores e sistemas centrais são a parte lógica (o "motor").
O ataque não destruiu torres nem cortou cabos. Ele bloqueou o "motor" interno da UNITEL — os sistemas que confirmam se o seu chip tem saldo ou permissão para ligar. Como cada operadora tem o seu próprio "motor" isolado, as redes concorrentes não foram contaminadas.
🔐 2. O que se pretende com um ataque destes?
Na cibersegurança global, ataques com esta precisão e num momento tão importante (como a liquidação de ações na bolsa) costumam ter motivos claros:
Extorção financeira: Pedidos de resgate para desbloquear sistemas (Ransomware).
Impacto reputacional: Paralisar o serviço para gerar desconfiança no mercado no dia mais importante da empresa.
💡 A Grande Lição
Este incidente mostrou como dependemos da internet e dos pagamentos eletrónicos no nosso dia a dia. Reforça também a importância das novas leis e órgãos de cibersegurança em Angola (como o CERT.ao) para proteger os serviços essenciais do país.
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